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Decisão foi tomada após conversa com família de Campos



O ex-presidente Lula não tinha ligado até a noite de segunda-feira, para a viúva de Eduardo Campos, Renata. Enquanto isso, o diretório do PSB em Pernambuco decidiu apoiar Aécio Neves no segundo turno. Essa decisão foi tomada após conversa dos dirigentes do partido com a família Campos. Pernambuco foi um dos dois Estados no qual a ex-ministra saiu vencedora nesta eleição, contando com o apoio dos parentes do ex-governador.
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Policiais civis da 17ª Delegacia de Polícia de Homicídios e 3ª Divisão de Homicídios/DINTER 1, na tarde de sexta-feira (3), por volta das 14h, prenderam em flagrante delito Eduardo Vicente da Silva, o "Couro", de 31 anos, por posse ilegal de arma de fogo.

Com Eduardo foi apreendida uma arma de fogo que foi utilizada por ele para a prática de um homicídio, ocorrido no dia 22 de setembro de 2014, tendo como vítima José Aglailson Cunha Queiroz. Eduardo foi preso no Sítio Mocotó, zona rural de Vitória de Santo Antão. Ele confessou a prática do delito e informou onde escondia a arma de fogo.

Por ser o crime de posse ilegal de arma de fogo afiançável, o delegado Ariosto Esteves arbitrou fiança, no entanto o autuado não proveu recursos para pagamento, sendo recolhido para o Presídio de Vitória de Santo Antão, onde permanece à disposição da Justiça.

Informações da Polícia Civil

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Tricolor das Tabocas ficou no 0x0 com o Bahia, em Lauro de Freitas.

O Vitória avançou no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Neste sábado (4), o Tricolor das Tabocas ficou no 0x0 com o Bahia, no Estádio Gerino Filho, em Lauro de Freitas. 

O Vitória terminou a primeira fase na segunda colocação do grupo 3, com seis pontos. 

Pelo mesmo grupo, o Sport perdeu por 8x1 com o Duque de Caxias, na Ilha do Retiro. As rubro-negras ficaram na quinta colocação da chave. 

Informações da FPF

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Viúva de Campos posa para foto ao lado de Fernando Bezerra Coelho, senador eleitor por Pernambuco, e de Paulo Câmara (Foto: Luna Markman/G1)Viúva de Campos posa para foto ao lado de Fernando Bezerra Coelho, senador eleitor por Pernambuco, e de Paulo Câmara (Foto: Luna Markman/G1)

Paulo Câmara, do PSB, foi eleito neste domingo (5) para ser o governador de Pernambuco nos próximos quatro anos. Apuradas 100% das urnas no estado, o socialista apareceu com 68,08% votos válidos -- um total de 3 milhões de votos. O senador Armando Monteiro (PTB) ficou em segundo lugar, com 31,07% -- 1,3 milhão de votos. 

"Pernambuco hoje teve um dia pleno de democracia, um dia importante para esse estado, e nós, da Frente Popular de Pernambuco, tivemos um resultado que muito nos alegra.  A responsabilidade é muito grande de comandar os destinos desse estado, mas estamos preparados e confiantes para, a partir de 1º de janeiro de 2015, continuar um trabalho que foi iniciado em 1 de janeiro de 2007 por Eduardo Campos", disse o governador eleito.
Com a vitória, o PSB segue no comando do Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. A gestão de Câmara será a terceira seguida do partido, que saiu vitorioso nas eleições de 2006 e 2010, com Eduardo Campos. O vice João Lyra Neto completou o mandato a partir de abril, quando Campos deixou o cargo para se dedicar a sua campanha para presidente. Lyra era do PDT, mas acabou indo para o PSB em 2013.
Recifense, Paulo Câmara tem 42 anos e é formado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. Na mesma instituição, tornou-se especialista em Contabilidade e Controladoria Governamental e mestre em Gestão Pública. Auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), entrou para o governo estadual em 2007, como secretário de Administração. Em 2010, assumiu a secretaria de Turismo e, em janeiro do ano seguinte, a da Fazenda. Nesta última pasta, ficou até o início de 2014, quando foi indicado pelo partido para concorrer às eleições.

O ex-governador Eduardo Campos conduziu pessoalmente o processo de escolha do postulante ao governo. Câmara acabou sendo o selecionado em detrimento a outros quadros tradicionais do partido, como Danilo Cabral, Tadeu Alencar e Sileno Guedes -- este último, atual presidente estadual do PSB. O ex-petista Maurício Rands, que coordenou o programa de governo da campanha de Marina Silva, também chegou a ser cogitado nos bastidores.

DO G1
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Três candidatos represetantes de Vitória de Santo Antão foram eleitos neste domingo (5) para ocuparem a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O número é crescente em relação na última eleição em 2010. Na ocasião em que Joaquim Lira, filho do prefeito Elias Lira representante da região conseguiu se elege, ficando entre os dez mais votados do estado de Pernambuco.
Foram bem sucedidos na reeleição Henrique Queiroz (PR), com 50.882, e Aglaílson Júnior (PSB), com 44.781 mil votos. Joaquim Lira (PSD) teve o maior número de votos na região e foi um dos 10 mais bem votados para o cargo em Pernambuco. Ele somou quase 68 mil votos, correspondentes a 1,47% dos votos válidos. Joaquim foi eleito para o cargo pela 1ª vez.  O mandato começa em janeiro de 2015 e é válido por 4 anos.
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Câncer da política, o familismo domina gerações na Assembleia Legislativa. Vitória é um nítido exemplo de muitos sobrenomes que atravessam décadas 


Por Lissandro Nascimento, Matéria do Portal A voz Da Vitória

Não há a menor dúvida de que Aglaílson Júnior (PSB), Joaquim Lira (PSD) e Henrique Queiroz(PR) estão eleitos e serão bem votados neste Domingo – 05 de outubro. Não obstante, eles são uma célula primordial do que se representa hoje a “oligarquia familiar” que reina há quase um século em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata.
Vitória é refém do atraso político germinado pelos Queiralvares, Queiroz e Lira. Fingem que são inimigos, mas são unidos pelos laços familiares e seus interesses corporativos. Não esqueçamos, caso aqui alguém defenda a família Elias Lira, que o atual prefeito de Vitória foi criado pelas mãos do finado Dr. Ivo Queiroz e lançado à vida pública nos idos de 1982. O que faz uma cidade tricentenária como Vitória de Santo Antão ainda se encontrar nas mãos desta gente? E o que é pior, há muitas personalidades ‘inteligentes’ e ricas nesta cidade que vivem apoiando este “câncer político”, e beijam diariamente os pés, sobretudo, do atual prefeito.
É de uma pobreza extrema o debate político em Vitória de Santo Antão, onde historicamente, metade do seu eleitorado vota durante as eleições estaduais, para perpetuar os nomes desta oligarquia familiar. É vergonhoso constatar, que Aglailson, Joaquim e Henrique estejam no mesmo palanque, e pasmem, precisam um do outro na mesma coligação proporcional para assegurar seus novos espaços na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Guardem para a posteridade: Elias Lira agora é 40!
Isso denota que o sistema partidário-eleitoral está na berlinda, carcomido por vícios e deformações nas relações entre os Poderes e entre os eleitos e eleitores. Sistema que se alimenta e se reproduz de acordos partidários sempre sob suspeitas e governos dependentes de bases de apoio artificiais, que sobrevivem da troca de interesses. Este cenário não traduz, porém, a democracia que herdamos pós ditadura militar. É da tradição política do País. As práticas são iguais entre as regiões. Mais enraizadas em “umas” que em “outras”. Pernambuco é um exemplo. A tradição política vem do “coronelismo” ao espólio familiar do poder, sendo o Legislativo o mais representativo das castas políticas, na história republicana brasileira, nos períodos democráticos e ditatoriais alternados.
Dentre as lideranças políticas vitorienses, quem superou nestas práticas, foi o prefeito Elias Lira. Para eleger o filho neste domingo, Elias dobrou e humilhou a atual Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão. Cooptou a ferro e a fogo, cabos eleitorais de todos os grupos políticos. Ameaçou, perseguiu, usou seus asseclas para desmoralizar quem não apoiasse seu filho para deputado estadual. Intimou, sob artifícios fora da Lei, funcionários públicos comissionados e calou a velha mídia. Elias Lira não pestanejou, em nenhum segundo, a sua disposição unilateral de eleger seu filho Joaquim Elias. O rico jovem candidato tem discursado nas ruelas em que nunca pisou, de modo açodado e primário, que o seu mandato trará verbas para o governo do seu pai, provando que não o fará se o gestor for outro.
Nos últimos 50 anos, podemos contextualizar que esta quarta administração do Prefeito Elias Lira se mostra a mais corrupta de todas. Uma gestão cercada pelo proselitismo, pelo clientelismo e sórdido paternalismo. Que usa obras milionárias de fachadas para ludibriar o eleitor despolitizado e toma para si, reforçando um governo plagista, quando adota como suas, as obras do Governo Lula e Dilma Rousseff (PT) e as do Governo do Estado. Elias Lira ministra lições para o próximo prefeito de como surrupiar os cofres públicos.
O que entristece é saber, que em médio prazo, não há esperanças para Vitória de Santo Antão se livrar dos interesses desta oligarquia familiar. Em épocas remotas tivemos a chance com o empresário Antonio de Lemos e Edvaldo Bione, ambos se perderam no meio do caminho e acabaram se rendendo aos oligarcas. Recentemente, tivemos uma candidatura a prefeito pelo PT, com o empresário Jailton Albuquerque, que também se entregou aos interesses dos Liras. Jailton e parte do PT de Vitória apoiam a candidatura de Joaquim Lira. Em quem acreditar?
Lamentavelmente, política virou profissão neste Município. Só a nova geração e o povo trabalhador, bem como aqueles que acreditam que é necessário extirpar e renovar estas forças políticas, salvar-se-á Vitória de Santo Antão. Uma cidade promissora, que cresce com desenvolvimento econômico, porém esquecendo seu desenvolvimento social. Um Município que hoje detém resultados positivos em seu PIB por força da macro economia, pelo qual tem se mostrado que não depende destes que hoje se sentem donos da Prefeitura de Vitória.
Por isso tergiverso: Vitória para quem?