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1 de agosto de 2015

Há 370 anos, Batalha do Monte das Tabocas expulsam invasores holandeses



Em 03 de Abril de 1645 ás 1h da tarde, os habitantes de Pernambuco enfrentavam as tropas holandesas. O confronto, ocorrido em Vitória de Santo Antão, foi o primeiro conflito pela dominação das terras pernambucanas entre tropas luso-brasileiras e holandesas. As tropas luso-brasileiras, em número bastante inferior, tinham à frente o João Fernandes Viei­ra aclamado ''governador da liberdade,'' por seus companheiros de luta.



As causas do Conflito:

Assumiu a liderança da resistência pernambucana o senhor de engenho, João Fernandes Vieira. Após alguns reve­zes impostos aos invasores, Vieira tornou-se o alvo principal dos holandeses que queriam prendê-lo a todo o custo.

Para escapar dos inimi­gos, João Fernandes Vieira, escondia-se no interior, mu­dando sempre de endereço. 

Em junho de 1645 os holandeses armaram-se e saíram em perseguição ao chefe das nossas tropas. Partindo do Recife, eles in­gressaram por São Louren­ço da Mata, em busca de João Fernandes Vieira, que procurou fugir do inimigo.

Escondido no Monte com seus soldados e refor­çado pelos índios aliados, João Fernandes Vieira, au­xiliado pelo sargento-mor Dias Cardoso, experiente em guerrilhas de embosca­das, traçou um inteligente e perfeito plano de comba­te para enfrentar aos holan­deses.

A Batalha:

Na manhã de três de agosto as sentinelas brasi­leiras anunciaram a aproxi­mação das tropas holande­sas que vinham com toda fúria, tendo à frente uma multidão de índios. Viei­ra reuniu seus soldados e a eles se dirigiu com tom re­soluto proferindo fortes pa­lavras: “A sorte da nossa causa depende deste pri­meiro combate”. A causa, era a libertação de Pernam­buco.

Uma hora da tarde, ocorreu a grande batalha. Os luso-brasileiros, usan­do a tática de emboscadas, atacavam e se afastavam, fugiam e investiam, atrain­do e empurrando os invaso­res para dentro do tabocal. Resistindo e ludibriando os holandeses, nossos bravos soldados combateram fe­rozmente. Em um segun­do momento eles conse­guiram transpor o tabocal e marcharam em direção ao alto do monte, onde esta­va a força reserva de João Fernandes Vieira. Feroz­mente nossa tropa caiu so­bre o inimigo e após fortes combates, que duraram até ao anoitecer, nossos solda­dos conseguiram derrotar os holandeses que aprovei­taram a escuridão da noite e fugiram apavorados sob torrencial chuva.




A Vitória estratégia do Confronto:

No outro dia ao ama­nhecer, vendo que o inimi­go havia realmente fugido, nossos bravos heróis, de joe­lhos, agradeceram a Deus e à Virgem de Nazaré, e grita­ram três vezes em alta voz: “Viva a fé de Cristo e a li­berdade. Vitória, vitória, vi­tória”. E logo, o grande che­fe, João Fernandes Vieira, com o chapéu na mão, foi abraçando a todos os capi­tães e soldados, agradecen­do-lhes e louvando-lhes o es­forço e a coragem.

Nosso pequeno exérci­to em formação, constituí­do de homens descalços, sem armamentos adequa­dos, lutando com amor, de peito aberto, bateu as bem treinadas e bem armadas tropas holandesas.

A batalha do Monte das Tabocas, foi um marco na campanha da insurreição pernambucana. “Sem Tabo­cas, não haveria Guarara­pes”. Em Tabocas, germinou em nossa gente, o senti­mento nativista e de pátria. Ali, originou-se o embrião do exército brasileiro.
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10 de maio de 2015

Dona Selma do Coco morre e deixa cultura pernambucana de luto

Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR
Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR
“Estou morrendo”, repetiu duas vezes Dona Selma do Coco durante entrevista ao Jornal do Commercio, em 2013, para o caderno especial sobre os Patrimônios Vivos de Pernambuco – publicado naquele ano. “(Agradeço) o prestígio que (as pessoas) têm por mim e o valor que dão ao meu trabalho. Um muito obrigado e um ‘tchá’”, disse a cantora num trecho do vídeo (abaixo) gravado na sua casa, no Largo do Amparo, Olinda. Neste sábado, às 16h50, a ex-tapioqueira e uma das mais queridas e populares artistas pernambucanas morreu, aos 80 anos, deixando fãs, amigos e familiares sem sua simpatia e a gargalhada eternizada em canções: “Rá-rá”. Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento da artista.
Dona Selma estava internada no Hospital Miguel Arraes, no Grande Recife, desde o dia 11 de abril, após cair no banheiro de casa ao sentir uma tontura. Ao dar entrada na unidade, além de uma fratura no fêmur, ela foi diagnosticada com uma infecção urinária (controlada pelos médicos). Segundo seus familiares, Selma também estava com um dos rins paralisado e teve um aneurisma. No dia 23, a cantora fez uma cirurgia no fêmur e, em seguida, foi para a UTI, chegando a ser entubada. No dia seguinte, apresentou melhora e recebeu visita dos parentes. Neste sábado,  ela não resistiu e morreu. Selma do Coco criou 13 sobrinhos e teve apenas um filho, Zezinho, que morreu em 2010 – desde então, Selma vivia abalada.
Na conversa com o JC, há dois anos – uma das últimas entrevistas dadas pela cantora – Selma, oscilava seu humor sarcástico com respostas curtas e olhar evasivo, resumindo sua vida e contando suas lembranças com uma voz cansada, mudada pelo tempo. Por outro lado, seu olhar brilhava ao falar da vida de artista e escutar a neta mais nova, Polyana, hoje com 11 anos, cantar coco e reproduzir as conhecidas onomatopeias da avó. “Quando eu morrer, ela vai ficar com a mãe dela tomando conta do meu trabalho”, sonhava a senhora, que começou a cantar estimulada pelos pais. Nos seus shows, ela dividia o palco com os netos.
Nascida em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata de Pernambuco, Selma Ferreira da Silva, como fora batizada, veio para o Recife aos 10 anos para morar no bairro da Mustardinha, Zona Oeste do Recife. Desconhecida até então, só saiu do anonimato quando passou a vender tapioca no Alto da Sé, em Olinda. Foi nesse reduto turístico da cidade histórica que ela conheceu figuras importantes para sua trajetória pessoal e artística. Um deles foi o músico Chico Science e a cirandeira Lia de Itamaracá – de quem se tornou amiga.
Em mais de 60 anos de carreira, Selma do Coco gravou nove discos, um DVD, fez participação em trabalhos de outros artistas e em cinco filmes pernambucanos, além de ter gravado disco na Alemanha, conhecido a Europa e feito shows no Brasil inteiro. Foi também um dos símbolos da Festa da Lavadeira, que acontecia anualmente na Praia do Paiva, Litoral Sul do Estado. E ficou conhecida por músicas como Melô da rolinha e Moreninha do dente de ouro (esta última uma referência ao seu sorriso dourado que ostentava desde os 15 anos de idade). Em 2005, Selma ganhou o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, dado pelo Governo do Estado. Orgulhosa de seu trabalho e apaixonada pelo ofício de coquista, ela decorava e lembrava com honra de todas as histórias que viveu e do reconhecimento que ganhou aqui, no Brasil e até fora do País. “Morre quem canta, mas a cultura num morre nunca”, dizia Selma.
Embora não gostasse de dar entrevistas (“Estou gostando de dar entrevista a vocês porque eu gostei de vocês”, confessou a cantora), Dona Selma fez da conversa uma volta ao seu passado e também um desabafo sobre o futuro e os sonhos que tinha. Em casa, numa sala em que guardava discos, títulos, troféus e recordações, ela queria transformar em um pequeno museu, que morreu sem realizar. No entanto, deixou como legado para o Estado sua música e, principalmente, o amor por nossa cultura. E isso, nem o tempo apaga. A Dona Selma, o nosso muito obrigado e um “tchá”. E como dizia ela, a Rainha do Coco: Rá-rá.
JC Online
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4 de fevereiro de 2015

Cineclube Avalovara recebe segunda sessão da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul


Ainda dentro da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul, o Cineclube Avalovara traz, no próximo domingo (08/01), o filme Que bom te ver viva (1989), de Lúcia Murat, longa-metragem que enfrenta memórias vividas pela própria Lúcia nos porões da ditadura militar no Brasil. O filme certamente incitará um debate muito produtivo. 

Esta será a segunda, das três sessões que compõem a Mostra. Contamos com a presença e divulgação de todxs. E não esqueçam: A ENTRADA É GRATUITA.
SINOPSE: Duas décadas depois, oito ex-presas políticas falam sobre a luta e a tortura vividas durante o regime militar brasileiro e a experiência de ter sobrevivido. Entre os depoimentos, delírios e confissões de uma personagem anônima, que reflete sobre o peso de ter sobrevivido lúcida às torturas. Que bom te ver viva foi premiado como melhor filme no XXII Festival de Brasília, em 1989

SERVIÇO
Que bom te ver viva, Lúcia Murat, 95 minutos
Quando: Domingo, 08 de fevereiro
Onde: Silogeu do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão (Praça Diogo de Braga, s/n, Matriz)
Horário: 17h00
ENTRADA: Gratuita 
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8 de janeiro de 2015

Ministro Aldo Rebelo destaca importância do Monte das Tabocas para o Brasil


Em seu perfil oficial no facebook o novo Ministro de Ciência,Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo destacou a história e a importância do Monte das Tabocas, além de relembrar uma foto tirada no ano de 2000.

Confira o texto na íntegra:
O Monte das Tabocas é uma área de aproximadamente 11 hectares, localizada no município de Vitória de Santo Antão, Pernambuco. Em 3 de Agosto de 1645, foi palco de célebre batalha entre os luso-brasileiros e os holandeses. Os primeiros, liderados por Antônio Dias Cardoso e João Fernandes Vieira, entrincheirados nas partes altas e protegidos pelos tabocais derrotaram os holandeses.Ministro Aldo Rebelo visitou o Monte das Tabocas no ano 2000.


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4 de dezembro de 2014

Maracatus pernambucanos tornam-se patrimônio cultural do Brasil

A decisão foi tomada por unanimidade durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). / Foto: Reprodução

O Maracatu Nação e o Maracatu Baque Solto, expressões culturais e musicais repletas de simbologia, ganharam o título de Patrimônio Cultural do Brasil.
A decisão foi tomada por unanimidade durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), nesta quarta-feira (3), em Brasília (DF).
O Maracatu Nação, também conhecido como Maracatu de Baque Virado, apresenta conjunto musical percussivo e um cortejo real que sai às ruas durante o Carnaval.
No cortejo, há rei, rainha e outras personagens, como baianas e orixás. Esse maracatu é entendido como forma de expressão que congrega relações comunitárias, compartilhamento de práticas, memória e fortes vínculos com o sagrado.
Já o Maracatu Baque Solto ocorre durante as comemorações do Carnaval e da Páscoa. Compõe-se de dança, música e poesia e está associado ao ciclo canavieiro da Zona da Mata. As apresentações ocorrem na Região Metropolitana de Recife e outras localidades.
Os mais antigos maracatus têm sua origem em engenhos por trabalhadores rurais, trabalhadores do canavial, cortadores de cana-de-açúcar, entre fins do século XIX e início do XX.
Diferente do Maracatu Nação, o Maracatu Baque Solto é um resultado da fusão de manifestações populares, como Cambindas, Bumba-meu-boi, Cavalo Marinho e Coroação dos Reis Negros.
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10 de setembro de 2014

Inscrições para Mostra de Teatro da Vitória acontecem até 20 de setembro

Seguem abertas até o próximo dia 20 de setembro as inscrições para 17º edição da Mostra de Teatro da Vitória - MOSTEV. O evento é dividido em três categorias: dana, teatro e curta-metragem. Segundo o regulamento, podem participar grupos profissionais e amadores de dança, escolas,  academias, grupos de pontos de cultura e projetos sociais de todo o Estado.

Nas categorias dança e curta-metragem, as inscrições são gratuitas. Para o segmento teatral, o valor da taxa custa R$ 30,00. Os interessados podem enviar suas respectivas propostas para o e-mail: leonardoedardna@bol.com.br, onde também serão disponibilizadas maiores informações.

A edição do evento, realizada pelo Grupo Vid'Art acontecerá de 20 à 30 de novembro no Silogeu Professor José Aragão, localizado na Praça Diogo de Braga, no bairro da Matriz.
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1 de agosto de 2014

Domingo, 3 de agosto, é dia de comemorar a Batalha do Monte das Tabocas


Neste domingo (03), Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, comemora 369 anos da Batalha do Monte das Tabocas, marco decisivo na luta pela defesa das terras brasileiras e expulsão dos invasores holandeses em 1645.

Para comemorar, a Prefeitura da Vitória de Santo Antão, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes, preparou várias atividades em comemoração a data histórica. 

A programação terá, desde corrida e caminhada pelas ruas da cidade, até apresentações culturais no Monte das Tabocas. Confira a programação completa:

7h – Momentos cívico-culturais;
07h30 – 37º Corrida Monte das Tabocas, com saída da prefeitura;
9h – Procissão Religiosa, com saída da prefeitura;
11h – Missa campal realizada no Monte das Tabocas;
12h ás 17h – Apresentações culturais.

Percurso da corrida:
Concentração em frente à Prefeitura Municipal da Vitória, segue pela Praça do Livramento ( Receita Federal), Rua Agamenon Magalhães, Av. Dom João Costa, CAGEPE, retorna pela Rua Eurico Valois(Estrada Nova), Melo Verçosa, Av. Silva Jardim, Praça da Matriz, Praça Duque de Caxias, cruza a av. Mariana Amália, Rua Rui Barbosa, Praça do Livramento e retorna a Prefeitura Municipal.
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30 de julho de 2014

Instituto Histórico da Vitória celebra o 369º aniversário da Batalha do Monte das Tabocas nesta sexta


Vitória de Santo Antão comemora no próximo domingo, dia 03 de agosto, os 369 anos da Batalha do Monte das Tabocas. Para celebrar a data, o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória realiza nesta sexta-feira (01) solenidade no Silogeu Professor José Aragão.

A solenidade terá início às 20h, contando com palestra do professor José Ernane Souto Andrade, da UNICAP, sobre os holandeses em Pernambuco e a Batalha do Monte das Tabocas. A programação homenagens, com a concessão da comenda do Instituto, posse de novos sócios e coquetel.

História
A Batalha do Monte das Tabocas, fruto da Restauração Pernambucana, foi travada entre os holandeses e o exército formado pelos portugueses e brasileiros.

A batalha ocorreu no Monte das Tabocas - ponto mais alto da serra do Camocim, em Vitória de Santo Antão, em 3 de Agosto de 1645, sendo vencedoras as forças luso-brasileiras. A batalha  marca o início da retirada definitiva dos holandeses da região Nordeste do Brasil.

Informações Blog Nossa Vitória
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7 de julho de 2014

Vitoriense Osman Lins é lembrado por por casar a prosa com poesia


Ao ler Avalovara, do escritor e dramaturgo pernambucano Osman Lins (1924-1978), o argentino Julio Cortázar teria dito que, se fosse ele o autor, não precisaria escrever por 20 anos. O elogio ilustra a importância da obra do nativo de Vitória de Santo Antão, que completaria 90 anos neste sábado (5) e tem sua trajetória respeitada nos círculos literários do Brasil e do exterior. O sucesso da adaptação para o cinema de um de seus textos teatrais - Lisbela e o prisioneiro - o deixou sob o signo da dualidade: admirado, mas pouco lido fora do ambiente acadêmico; conhecido por um público mais amplo, mas pouco montado nos palcos.

Se Lisbela ajudou na difusão do nome de Osman Lins, a solidez da sua trajetória literária passa por outros escritos. “Ele faz parte de um dos três momentos importantíssimos da modernidade em Pernambuco: a recusa do modelo parnasiano por Manuel Bandeira, a depuração de João Cabral de Melo Neto e a união entre prosa e poesia promovida por Osman. Quando ele era vivo, não se sabia como classificar sua obra, e isso incomodava. O grande público, por sua vez, entrou em sua obra por uma porta lateral. Lisbela foi um trabalho circunstancial.”, afirma o professor do departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco Lourival Holanda.

Segundo a jornalista Ivana Moura, que escreveu o livro O matemático da prosa, sobre o autor, a obra dele, seja literária ou dramatúrgica, traz temas atemporais. “Para Osman, a palavra era algo muito importante, era uma pedra a ser lapidada. Às vezes ele passa um dia para escrever dois, três paragráfos. Em sua obra, ela servia para falar de justiça, de liberdade, de respeito pela pessoa humana. Sua literatura é considerada um pouco difícil porque as pessoas querem tudo mastigado, mas sua prosa é arrebatadora e sua forma de escrever é muito contemporânea”.

A memória de Osman também é guardada pela família, que ainda tem em seu poder parte do acervo deixado pelo escritor. A filha caçula, Ângela Lins, tem a guarda desse material e afirma ter o desejo de montar um instituto dedicado à memória do pai. “Ele tem a fama de ser hermético, mas queria ser lido pelo maior número possível de pessoas. Me comprometi a divulgar a sua obra, mas é difícil, pois faltam recursos e parte desse material está sofrendo com a umidade. Já perdi documentos importantes e isso me angustia”.

Eventos
Nos dias 18, 19 e 20 deste mês, o Teatro Hermilo Borba Filho recebe o eventoLeituras Cruzadas III: Lendo Osman Lins. A ação engloba palestras, uma exposição, apresentação do curta-metragem A partida, de Sandra Ribeiro, baseado em texto do autor, e a apresentação teatral Perdidos e achados, inspirada em narrativa homônima de Osman. Entre os convidados estão a filha caçula do escritor, Ângela Lins, e o ator e diretor paraibano Luiz Carlos Vasconcellos.

Diario de Pernmabuco

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2 de julho de 2014

Vitória de Santo Antão recebe espetáculo Marcos Frota Circo Show

Música, dança e outras formas de arte vão dar o tom dos quatro dias de apresentações



O Marcos Frota Circo Show, criado há duas décadas pelo ator que lhe dá nome, vai apresentar o espetáculo "Daqui" em Vitória de Santo Antão, na Mata Sul do Estado. Os quatro dias de apresentação começam nesta sexta-feira (4), com música, dança, interpretação e outras expressões de arte inspiradas na cultura brasileira.

Quem for assistir ao show vai conferir evoluções de contorção, força e delicadeza que os artistas desenvolvem nos tecidos, em apresentações repletas de sons e cores. O espaço, montado ao lado do Vitória Park Shopping, conta com duas mil cadeiras.

Os ingressos, que devem ser adquiridos nas bilheterias do circo e no estande de vendas localizado dentro do shopping, custam R$ 10 (meia-entrada para cadeira comum), R$ 20 (inteira para cadeira comum), R$ 15 (meia-entrada para cadeira especial) e R$ 30 (inteira para cadeira especial). Outras informações podem ser obtidas no site do circo.

  • SERVIÇO 

  • Onde: ao lado do Vitória Park Shopping, em Vitória de Santo Antão 
  • Quando: de 4 a 7 de julho (às 21h no dia 4, às 15h, 18h e 21h nos dias 5 e 6, e às 18h e 21h no dia 7)
  • Ingressos: de R$ 10 a R$ 30
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21 de junho de 2014

São João da Vitória 2014 homenageia este ano o forrozeiro Duda da Passira

Duda da Passira no São João da Vitória 2013, uma de suas últimas apresentações

O São João de Vitória de Santo antão este ano será mais que especial. Além de estar inaugurando uma nova etapa do pátio Otoni Rodrigues, que já é considerado o melhor e maior pátio de eventos da região, ter a participação de artistas renomados da música nacional como Michel Teló e Aviões do Forró, a prefeitura do município, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte presta nas festividades uma justa homenagem ao forrozeiro Duda da Passira que, como o próprio nome enseja, nasceu na cidade de Passira no Agreste pernambucano, mas considerava Vitória de Santo Antão sua terra natal onde já morava há vários anos.

Esta é a segunda vez que o Duda é lembrado nas Festas Juninas das terras das tabocas. O primeiro ano foi em 2009, quando recebeu também o título de “cidadão Vitoriense”. A homenagem mais do que merecida está estampada na logomarca oficial da festa, bem como nas peças que divulgam o evento.

Talento precoce, Duda da Passira iniciou sua profissão aos nove anos de idade, fazendo Forró Pé-de-Serra em Passira e cidades circunvizinhas, mas sua carreira tomou impulso em 1980 quando encontrou o sanfoneiro Toinho de Alagoas e o produtor Zé da Flauta, e  resolveu gravar algumas músicas com eles. A produção conjunta levou o músico a ser indicado ao Prêmio Grammy Latino em 1990.

Também no início dos anos 90, Duda emplacou o sucesso Deusa de Cetim, música de Petrúcio Amorim, que seria regravada posteriormente por vários artistas com o nome Anjo Querubim.

Como músico, nosso homenageado produziu mais de 2000 mil trabalhos em estúdios com dezenas de artistas da música nacional, a exemplo de Jorge de Altinho, Banda Limão com Mel, Novinho da Paraíba e outros tantos que tinham orgulho de se juntar a um artista que era considerado ícone do forró.

Ao lado de Luiz Gonzaga, Duda fez diversas apresentações, uma delas foi a tour Danado de Bom que rodou o Brasil inteiro, e também tocou na Casa da Cultura Mundial em Berlin – Alemanha, em 1993, realizando um sonho de muitos forrozeiros.

Com seis álbuns gravados, mais de 10 CDs lançados e 1 DVD, Duda da Passira fez uma de suas últimas apresentações justamente no São João de Vitória de Santo Antão, fechando a última noite das festividades de 2013.
O músico morreu aos 64 anos, 50 deles dedicados ao forró pé-de-serra, no dia 29 de agosto de 2013, vítima de uma hemorragia digestiva.

Além da homenagem no São João da Vitória 2014, o forrozeiro também será lembrado de outra forma. Júnior Passira, filho do artista que muito herdou do talento do pai, se apresenta nesta noite de abertura da festa (21/06) mostrando um pouco do legado daquele que representa um dos ícones da música nordestina. Salve Duda!
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20 de junho de 2014

Fiéis confeccionam tapetes eucarísticos em Vitória de Santo Antão

Tradição na cidade, assim como em todo o país, a confecção do colorido “tapete” envolve várias comunidades católicas da cidade, em uma só missão: exaltação de fé e devoção

Fotos: Jefferson Ruan

Foi só amanhecer nesta quinta-feira (19), para os primeiros fiéis começarem a ocupar as ruas do quarteirão entre a Praça da Matriz em Vitória de Santo Antão. O evento uniu crianças, adolescentes, adultos e idosos com sacos cheios de serragem, areias, e até papéis coloridos para preparar os tapetes que enfeitam o centro da cidade para a procissão de Corpus Christi.

O evento faz parte da tradição da Igreja Católica, que teve origem em Portugal e chegou ao Brasil com os colonizadores. Neles são feitos vários desenhos, com o foco principal na Eucaristia. 

Os tapetes deste ano mede aproximadamente cerca de 7 metros, e é dividido entre voluntários que envolve várias comunidades católicas da cidade. 

História - A comemoração de Corpus Christi é um dos dez feriados nacionais brasileiros. É nele que os católicos celebram o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, um dos sacramentos da Eucaristia.
A comemoração ocorre após a Festa da Santíssima Trindade, sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. A data também pode ser calculada pelo domingo de Páscoa, já que é realizada 60 dias depois.
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8 de junho de 2014

Espaço criado pela Pitú busca aproximar os visitantes a sua história

Procurando atender o grande público e contribuir como ferramenta turística para a região, o Centro de Visitação da Pitú funciona de terça a domingo, das 9h às 16h30

No intuito de fazer uma homenagem aos fiéis bebedores de cachaça e também aqueles que não bebem, mas apreciam o empreendimento que fomenta a cultura da região, foi inaugurado na manhã desta sexta-feira (06/06) o Centro de Visitação do Engarrafamento PITÚ LTDA, às margens da antiga BR 232, em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata pernambucana. Tradição das famílias Ferrer e Cândido Carneiro, há 75 anos a marca do camarão de água doce tem abrangência nacional e é exportada para os Estados Unidos, México, Chile, Japão, China, alguns países da Europa e do Mercosul, e em razão disso, nada mais pertinente deter um espaço que conte sua história e aproxime as gerações. O Centro é aberto de terça a domingo, das 9h. às 16h30.

“Este Centro de Visitação representa um antigo desejo de preservar a memória histórica desta fábrica e atender as expectativas de centenas de visitantes que vêm conhecer a Pitú mensalmente, além de valorizar o patrimônio histórico e cultural da Vitória de Santo Antão, através das peças publicitárias que estamos montando”, afirmou Maria das Vitórias, uma das diretoras da fábrica na abertura do evento que foi prestigiada por autoridades, empresários, imprensa e por toda a família que detém suas raízes fincadas em Vitória. Fundada em 1938 pelo avô de Alexandre Ferrer, Severino Ferrer e o amigo dele, Joel Cândido Carneiro, a empresa produz, apenas de bebidas que levam aguardente na composição, sete milhões de litros. O último lançamento, a cachaça Vitoriosa, um blend nobilíssimo, trata-se de uma bebida premium, com embalagem refinadíssima, trazendo, além da garrafa com designer moderno, um pedaço do carvalho francês no qual a cachaça foi armazenada.

Centro de Visitação será aberto de terça a domingo. (Fotos: Marcio Souza / A Voz da Vitória)
O Centro de Visitação da PITÚ fica situado ao lado do seu símbolo, a grande garrafa da empresa, cenário de milhares de visitantes que por lá passaram e passam para o registro fotográfico, local batizado de Sala Áurea Ferrer de Moraes, matriarca falecida. O espaço moderno e de bom gosto, serve como acervo para guarda de suas relíquias, a exemplo de garrafas e rótulos utilizados ao longo das sete décadas, além de artefatos, souvenirs e brindes, mini sala de cinema, painel com a cronologia histórica do engarrafamento descrevendo o quanto a PITÚ detém raízes históricas e culturais com o povo da Vitória de Santo Antão.

Um dos pontos pitorescos da exposição foi o primeiro desenho criado para ser o que é hoje a grande marca Pitú. A pedido da família, o escritor e poeta vitoriense Henrique de Holanda fez de modo artesanal o primeiro designer do rótulo. Este fato, inclusive, é contado detalhadamente no livro “República da Cachaça, Vitória de Santo Antão”, também exposto neste Centro, de autoria de Pedro Humberto Ferrer de Moraes, quando este faz um apanhado histórico da época dos Engenhos na Zona da Mata pernambucana, procurando retratar o grande polo que se tornou Vitória como produtora e distribuidora da cachaça para todo o País. “Faço parte da terceira geração da família à frente da empresa. Este Centro de Visitação além de preencher uma necessidade de nossos visitantes, representa um legado de antigas e novas gerações”, comentou o diretor da empresa Alexandre Ferrer.

Por Lissandro Nascimento, do A Voz da Vitória
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30 de maio de 2014

Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes lança o projeto Parque da Copa em Vitória de Antão




A torcida pela a vitória do Brasil será grande, e em Vitória de Santo Antão maior ainda. A Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes do munício marcou um gol de placa com o projeto “Parque da Copa”, lançado na noite dessa quinta-feira (29), no parque da Bela Vista. O local será disponibilizado para atividades em dias de jogos da Seleção Brasileira, durante a copa do mundo.

 No evento de abertura, o Parque da Copa contou com a participação do Projeto “Mafuá do Matuto Visita Pernambuco”, um programa patrocinado pelo Funcultura que visitou diversos municípios do Agreste pernambucano, encerrando esta primeira etapa em Vitória de Antão Antão, com apresentação de várias manifestações culturais.

Segundo o coordenador do evento, Bruno Lins, o objetivo principal é resgatar as raízes culturais, descobertas por grandes artistas como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e tantos outros que valorizaram a música, a dança, e a tradição de levar estes tons à população de forma que ela se identificasse com essas raízes.

“Parabéns a Prefeitura por planejar este projeto, estávamos precisando.” Contou o cobrador de ônibus Ivo Manoel, que visitava o parque com o filho de seis anos.

Os jogos da seleção brasileira acontecerão no dia 12 de junho, entre Brasil e Croácia, às 17h; no dia 16 tem Brasil e México, às 16h, e no dia 23, jogam Brasil e Camarões, às 17, e os jogos subsequentes.


informações do Portal da Prefeitura da Vitória
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18 de maio de 2014

Festival do Minuto exibe vídeos no Cineclube Avalovara neste domingo



Neste domingo (18), o Cineclube Avalovara apresenta o Festival do Minuto, exibição de filmes de curtíssima duração. O Festival do Minuto apresenta anualmente seus melhores vídeos em centenas de instituições culturais. Este ano, as mostras serão realizadas entre os dias 12 e 18 de maio e contam com o que há de mais criativo na produção recente de formato curtíssimo.


As exibições acontecerão em mais de 300 equipamentos culturais de 150 cidades do Brasil. Na cidade de São Paulo, onde nasceu o Festival do Minuto, contamos com uma articulação especial. Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura as mostras serão exibidas em diversos equipamentos culturais da cidade, incluindo Ceus, bibliotecas e centros culturais.

São 3 programas diferentes: Melhores Minutos de 2013, acompanhada de uma seleção de vídeos de animação do acervo do Festival (Minuto Animação), e uma mostra de videos realizados por crianças e adolescentes até 14 anos (Minuteen 2013).

SERVIÇO:
Cineclube Avalovara apresenta: Festival do Minuto
Classificação indicativa: livre
Quando: 18/05, às 17h
Onde: Silogeu (Praça Diogo de Braga, Matriz)
ENTRADA GRATUITA

informações do Blog Nossa Vitória
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2 de março de 2014

Rua Capitão Mateus Ricardo passa a ser denominada Rua Juvenal Benedito de Oliveira (Beco do Dezinho)

Foto: Reprodução/Google
Na sessão ordinária da última quinta-feira (21), os vereadores de Vitória de Santo Antão aprovaram o projeto de Lei Nº 004/2014, que dispõe sobre denominação de via publica urbana. Em homenagem ao sapateiro Juvenal Benedito de Oliveira, conhecido como Dezinho, a Rua Capitão Mateus Ricardo, no bairro do Livramento, passa a ser denominada Rua Juvenal Benedito de Oliveira (Beco do Dezinho).

O Poder Executivo Municipal deverá providenciar a colocação de placas indicativas e respectiva comunicação da denominação ao Departamento de Tributação  dessa Administração Publica Municipal; Empresa de Correios e Telégrafos - ECT; à Companhia Pernambucana de Saneamento - COMPESA; à Companhia Energética de Pernambuco - CELPE; e outros órgãos de prestação de serviços públicos.

"O local onde o Dezinho residia é hoje palco para concentração de uma grande Troça Carnavalesca,  "O Étsão" A homenagem inclusive se reflete no hino deste bloco: "Lá no Beco do Dezinho, sai um bloco espacial..." Dezinho foi uma pessoa querida por todos, sapateiro, onde sua especialidade era costurar bolas de futebol", destacou Geraldo Filho, autor do projeto.

Informações Nossa Vitória 
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25 de fevereiro de 2014

Vitória de Santo Antão adere ao Sistema Nacional de Cultura

Acordo assinado entre prefeitura e Ministério da Cultura irá financiar eventos culturais

Foto: Luciano Abreu/Prefeitura da Vitória
A prefeitura da Vitória, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte, assinou nesta quarta-feira (24), com o Ministério da Cultura, o Acordo de Cooperação Federativa, marcando a adesão do município ao Sistema Nacional de Cultura (SNC).

A partir desse momento, eventos e manifestações culturais realizados no município, que pretendem receber incentivos e financiamentos, deverão ser previamente indicadas pela sociedade civil e governo municipal, através da Conferência Municipal de Cultura.
O acordo irá promover a gestão cultural, através de agenda permanente e alinhada com o governo federal.

A minuta do acordo entregue pelo secretário de Cultura, Turismo e Esporte, Paulo Roberto, às representantes do Minc e da Unesco, passa a valer a partir da data de publicação no Diário Oficial, o que deve ocorrer nas próximas semanas.

Segundo a analista do Ministério da Cultura, Fernanda Matos, o município  a assinatura é um compromisso e resultado do esforço da gestão municipal na construção de políticas públicas, com caráter permanente, de incentivo à cultura, a exemplo da criação do Conselho Municipal de Cultura, o Fundo Municipal de Cultura e Plano Municipal de Cultura, além da conferência de cultura, tidas como pré-requisitos para adesão ao sistema nacional.  “Vitória de Santo Antão Está até mesmo mais adiantada do que o próprio estado de Pernambuco, e isto é muito significativo porque representa o compromisso da gestão com ações permanentes de cultura. Isto significa mais recursos e mais participação social no processo de produzir cultura, com o cidadão exercendo um papel decisório”, explica.

Segundo a consultora da Unesco, Vânia Brayner, “A cultura é expressão do homem para que ele possa representar a sua forma de viver e pensar. Do ponto de vista econômico a cultura hoje é uma indústria importante na geração de renda, mas existem ainda municípios adormecidos que não se reconhecem como produtores de cultura. Na questão da cidadania, é importante que o cidadão veja a cultura não apenas como algo para o artista. É óbvio que as políticas públicas vão envolver todos os setores artísticos e que fazem as manifestações culturais, mas a cultura deve ser vista como um direito do cidadão e o acordo incentiva o direito ao acesso a cultura e a prefeitura reconhece esse direito”, explica.

Segundo a coordenadora de cultura e artista Hérika Araujo e o analista de gestão e produtor cultural, Cleiton Santiago “A assinatura é um marco para a cultura vitoriense. Vitória passa a ter um fundo para fomentar as manifestações culturais. É um grande avanço. Com esta adesão o município está garantindo a confirmação das ações na área da cultura estabelecidas na conferencia municipal para os próximos dez anos”.

Depois da assinatura as representantes do Minc e Unesco foram visitar o andamento das obras o CEU, no Loteamento Conceição.

Com informações da assessoria

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17 de fevereiro de 2014

Vitória de Santo Antão: Berço Multicultural

Iniciamos mais uma série de reportagens, hoje temos a história do Cordão de Ouro, uma associação de capoeiristas que mostram sua cultura em plena praça Pública em Vitória de Santo Antão.


Foto: Bosco Araújo / Folha Vitoriense

ASSOCIAÇÃO DE CAPOEIRA CORDÃO DE OURO foi fundada pelo Mestre Suassuna na década de 60, mais exatamente em 1º de Setembro de 1967, juntamente com Mestre Brasília, numa época de grandes festivais da música popular brasileira. Ao ouvir o refrão da música acima em uma rádio, os dois, já com a idéia de abrir uma academia, decidem usar o nome CORDÃO DE OURO, por se tratar de Besouro Cordão de Ouro, um capoeirista anterior à divisão Angola e Regional. Mestre Suassuna ensinaria Capoeira Regional e Mestre Brasília Capoeira Angola dentro do mesmo espaço. Após um curto período, Mestre Brasília decidiu fundar seu próprio grupo, São Bento Grande.

Com intenso trabalho, não demorou muito a ter seus primeiros bambas, tais como Lobão, Esdras Filho, Tarzan, Belisco, Almir das Areias, Caio, e tantos outros.

Abrigava capoeiristas do norte e nordeste que aqui chegavam, com o intuito de melhor difundir a arte da capoeira, fazendo de sua academia a referência para a formação de uma grande safra de novos mestres em solo paulista. A 
CAPOEIRA CORDÃO DE OURO foi berço de muitos nomes de destaque. Além dos já citados, vieram os Mestres Flávio Tucano, Biriba, Dal, Marcelo Caveirinha, Urubú Malandro, Espirro Mirim, Xavier, Lúcifer, Torinho, Pial, Cangurú, Sarará, Zé Antônio, Ponciano, Bolinha, Geraldinho, sem se esquecer também de Mestre Cícero, Mestre Zé Carlos e Mestre Penteado, aque apesar de serem alunos netos possuem um valor inestimável para Mestre Suassuna e o Grupo Cordão de Ouro, entre tantos que completariam uma lista imensa. 
Sempre irrequieto Mestre Suassuna nunca se acomodou, mantendo seu trabalho continuamente reciclado, criando após anos, o Jogo do Miudinho. Uma nova equipe de capoeiristas enriqueceria o seu acervo de contra mestre: Boca Rica, Habibs, Mintirinha, Kibe, Denis, Saroba, Coruja, Chicote, Chiclete, Kino, Pintado, Lú Pimenta, Barata, Esquilo, Romualdo e outros mais, regentes de um jogo novo e rico em movimentos plásticos, mais conhecidos como a geração miudinho. 

Foto: Bosco Araújo/Folha Vitoriense
Hoje, com inúmeras filiais no Brasil e no exterior, o GRUPO CORDÃO DE OURO tem papel de destaque entre todos os grupos de capoeira, não só pelo que representa o Mestre Suassuna para o esporte e para a cultura, mas também pelo esforço empreendido por ele e seus adeptos. A fim de manter a capoeira num nível altamente técnico, interagindo velocidade, agilidade, elasticidade, criatividade, música e malícia, sem esquecer suas raízes.

Por Bosco Araújo/Folha Vitoriense
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